Cá em casa não temos Aeropress, ainda. Continuamos fiéis ao nosso querido V60. Mas o sistema Aeropress é um dos mais populares entre os amantes de Café de Especialidade. Por isso aqui estamos a falar dele.

Inventado, em 2005, pelo Presidente da Aerobie, Alan Adler, a empresa que nos anos 80 lançou o disco que todos nós atirávamos uns para os outros, nos jardins ou praias, consiste basicamente num êmbolo de plástico, através do qual se pressiona água e Café moído. Portanto, trata-se de uma forma especial de Café de Filtro. Em relação aos filtros de papel cónicos, produzem uma bebida mais encorpada, pois o Café é extraído sob pressão, à maneira de uma seringa gigante. Os filtros utilizados, redondos, podem ser de papel ou metálicos. A sua portabilidade torna este sistema ainda mais popular.

A maioria dos especialistas neste método recomenda o procedimento invertido, onde a preparação inicial ocorre de cabeça para baixo, como se pode ver no vídeo que escolhemos para ilustrar o tema de hoje. Independentemente desta questão, é fundamentar ter em conta a temperatura e qualidade da água, como sempre, já que mudanças mínimas afectam bastante os resultados; misturar o Café mais, ou menos, ao princípio, tempo de pressão lento ou mais rápido e, por fim, a relação água-Café.

Há mesmo um Concurso Internacional Aeropress, cuja fase final, este ano em Sydney, na Austrália, será dentro de poucos dias, e que foi precedido de 140 encontros nacionais por dezenas de países, tendo sido a parte portuguesa realizada na 7G do Porto.

Disponível para aquisição nos locais do costume, ficam então as imagens em movimento que ilustram melhor o que as palavras não disseram, pela mão do premiado Lukas Zahradnik.