Vai-se a Dublin pela Guiness, por Oscar Wilde, pelo Jameson, por James Joyce, para sentir Seamus Heaney nas ruas, para ir pelos pubs, para ver onde Beckett esperava por Godot, pelos U2, Van Morrison… nós fomos por tudo isso e ainda juntámos o bom Café de Especialidade que por lá também se vai servindo.

Infelizmente, o site European Coffee Trip, que usámos como referência, está muito desactualizado. Por isso, depois de muito dar com o nariz na porta, conseguimos visitar algumas Coffee Shops bastante interessantes e plenas de alma.

O Café da manhã foi servido no Container Coffee que, tal como o nome indicar, é mesmo um contentor adaptado, mas muito confortável e onde aquele aroma inconfundível torna logo o início da jornada muito agradável.

Alguns quarteirões depois, chegámos a Legit Coffee Co., mais intensa e empenhada, com baristas atarefados mas sabedores, onde o espresso Etiópia esteve frutado na medida certa, em ambiente descontraído.

A meio da tarde demos com a grande Clement&Pekoe, de todas as que visitámos a maior e mais frequentada. Clientela bem instalada, um Café de bairro na movimentada South William Street. Apreciámos a variedade de Café de Especialidade que existe para venda, todo recém-torrado por vários torradores, inclusive em Dublin, de onde trouxemos um Baobab de El Salvador, de processamento honey, que ainda não esquecemos.

No dia de regresso, já na parte norte do Liffey, houve tempo para visitar o Joe’s, onde o barista Japonês cumpriu a tarefa de nos servir um The Barn delicioso, como seria de esperar.

Fica a galeria de imagens, testemunhando toda esta vivência.