O Museu de Arte Moderna, em Nova Iorque, Estados Unidos, MoMA, como geralmente é designado, abreviatura de Museum of Modern Art, tem na sua prestigiosa secção de Design, uma peça de 1941, desenhada por Peter Schlumbohm, a Chemex Coffee Maker, o projecto mais bem sucedido e célebre deste inventor e químico, que imigrou para os Estados Unidos em 1935. Ao desenvolver a sua forma, inspirou-se no espírito moderno do período entre guerras e, particularmente, na Escola de Design Bauhaus na Alemanha. “Uma mesa deve ser uma mesa; uma cadeira deve ser uma cadeira; uma cama deve ser uma cama. Quando, em 1938, surgiu o desejo pessoal por café, meu aspecto simplesmente era: uma cafeteira deve fazer café e então eu apliquei os meus conhecimentos de física e química.” A especialidade de Schlumbohm era desenhar equipamentos de laboratório e, neste caso, adaptou um frasco Erlenmeyer, desenhando um objecto que, ainda hoje, é uma peça de culto. Ao longo da sua carreira registou mais de três mil patentes.

O vidro de laboratório utilizado, borosilicato, não poroso, permitia que nenhum sabor estranho se adicionasse à bebida final,  capturando ao mesmo tempo o calor, uniformemente. Foi assim um reconhecimento premiado tanto pela comunidade científica como pelas comunidades de arte e design. O Museu de Arte Moderna exibiu-o como um dos produtos mais bem desenhados, em 1943.

Hoje em dia, a Chemex Corporation é a empresa que detém a honra de continuar o legado histórico e icónico do Schlumbohm e sua cafeteira Chemex. Dos vários modelos que se podem encontrar, variantes da ideia inicial, o nosso preferido continua a ser o clássico original, com aquela pega de madeira que lhe dá um ar retro e que é um pormenor de design encantador.

Passando à parte de utilização da nossa Chemex, surge, em primeiro lugar, a escolha do filtro, geralmente feito de papel ligeiramente mais espesso do que outros a que estamos habituados. Isto leva a uma extracção límpida, mas que requer uma configuração de moagem ligeiramente mais grossa. Olhando para os muitos vídeos sobre métodos e receitas a utilizar neste sistema, verificamos que existem os filtros quadrados e os circulares. Falando com uns e outros, concluímos que na realidade ambos são feitos com o mesmo tipo de papel. A escolha é mesmo um questão estética!

A preparação segue os preceitos gerais do Café de Filtro, cuidando de que o filtro, propriamente dito, seja colocado devidamente, com as dobras certas e a sobreposição do papel coincidindo com o bico da cafeteira, impedindo, assim, que o papel ocupe esse espaço por onde se escoa a Café depois de extraído. A seguir é molhar o papel com a água já a 94ºC. O Grão deve ser moído com granulagem entre médio e grosso. A receita que mais nos satisfaz propõe 33gr de Café para 500gr de água, com 4min de extracção. Após o blooming, durante 30 segundos, acrescentar 100gr de água a cada meio minuto até acabar a totalidade de água prevista. No final, verifique se a superfície do grão está lisa e plana, sinal de consistência durante a extracção. Deixe repousar um pouco, agite suavemente e desfrute de um Café especial e único!

Juntamos, ainda, duas imagens muito eloquentes, em inglês, que ilustram bem toda a subtileza e encanto deste processo.

 

Para terminar, seleccionámos criteriosamente uma explicação visual de todo o processo. Aqui fica!