Lisboa Coffee Evolution é um colectivo de 3 Baristas a trabalhar activamente em Lisboa, neste momento, em 3 Coffee Shops distintas e que se uniram com o objectivo de colocar Lisboa no mapa Europeu do Café de Especialidade, promovendo actividades de divulgação e aprendizagem. São eles o Bruno, da Fábrica Coffee Roasters, o David, da Wish e o Renato, da Copenhagen Coffee Lab.

E foram eles que organizaram e promoveram este happening, um cupping público, que oportunamente noticiámos. Achei muito interessante esta união entre ‘rivais’, fazendo da terceira vaga de Café em Lisboa, uma grande família, pois além de curiosos e apreciadores de Café, estavam presentes muitos dos Baristas que fazem, neste momento, a fama da cidade.

Fazendo as honras da casa falaram, em primeiro lugar, os organizadores que introduziram o orador principal, Antony, da Olisipo Coffee, barista e Coffee Roaster, cuja sapiência ficou bem patente durante a condução de toda a prova. Basicamente, para se entender o conceito de cupping, que se pode traduzir como prova ou avaliação, acho sempre muito útil usar os elementos que derivam de uma prova cega em termos de Vinho. Quem bebe Café para receber a pancada de cafeína de modo a aguentar o resto do dia acordado, ou bebe vinho a granel (só por beber ) não vai entender o que é provar Café de especialidade e todas as suas subtilezas e prazer sensorial, tal com não entenderá o prazer de degustar um Vinho especial. Portanto, basicamente, o que aconteceu aqui na Fábrica da Rua das Flores neste dia 27 de Março de 2018, foi uma prova cega de Café. Em próximo artigo falarei com mais detalhe sobre o que é o Cupping, propriamente dito.

Estavam em análise 6 amostras de Café que foram sendo sorvidos e degustados pelos presentes, com todo o rigor e preceito. No final, foi relevada a identificação de cada uma através da colocação junto ao copo de prova da respectiva embalagem de grão, e foi a apoteose final!
Pela parte que me toca, gostei muito do que foi  identificado no final como pertencendo à mestria Dinamarquesa da Copenhagen Coffee Lab.

Ainda fiz vários contactos, conheci o Evaldo, produtor Brasileiro de Café, Fazenda Bela Vista, em Minas Gerais; falei com o anfitrião, Antony, ficando prometida para breve um visita ao seu local de torra, na Ajuda; conheci os actuais donos da Flor da Selva, em Lisboa, onde ainda se torra Café segundo os métodos tradicionais e com quem ficou acordada, também, uma visita para breve. Ainda tive tempo de falar longamente, a aprender muito, com o gerente da Sgt. Martinho, Torrefatora Lisboeta, e dar os parabéns à Barista do Hello Kristoff, que também tenho de revisitar em breve.

Ficam algumas imagens e um pequeno vídeo que fiz do acontecimento. Venham mais!